domingo, 2 de setembro de 2012



Assim como a Rosa não é a rosa do pequeno príncipe
Devo dizer que não sou Clara, nem Ana.
Existe em cada um, parte de muitos personagens...
Mora em toda mulher, uma parte da Rosa, da Ana, da Clara e muitas Marias.
Tirem-nos a linguagem da comunicação e vês o que nos sobra!
No ser não há absolutismos, mas a busca por ele.

Mais profundo e feliz (talvez) possa vir a ser aquele que se apoderou da poesia
da boca do outro, levando para dentro de si e depois repartindo.
Nesse retorno, as nuances da miscigenação interior são ainda mais preciosas.

Devo dizer que não sou Clara, nem Ana...

Sou parte menino que carrega água na peneira   (Manoel de Barros)
Sendo árvore, fiz amizades com as borboletas (Manoel de barros)
Sim, tenho parte corpo, Alma, espírito
Mas...
Vejo flores nascerem em pedras, assim como vejo pedras nascerem
em corações.

No poema que sobrevive,
“Outros passarão, eu passarinho” (M. Quintana)
Porém, não se culpe, muito menos se entristeça...
Na vida de muitos, serei apenas
“Passarinho, Passarei!”

Margareth Navarro
Tenho servido a vários propósitos: preencher vazios, confortar almas tristonhas... e quem sabe até, ser figura de provocação de emoção. Em cada uma dessas intervenções, deixei pedacinhos de meu eu caleidoscópio...pedacinhos sim, porém inteiros. Talvez seja apenas impressões... Mas como sou poema, tudo me gruda, tudo me causa. Serei por ora, poema de "vento"...buscarei cada folha perdida e entregarei aos pés da cepa. Minha videira continua firme/ forte pois é plantada em terra profunda tendo a sua volta um rio de água pura. 

Margareth N.
















Nem todo abraço é um abrigo
Em meio a tantos afetos, um olhar recebe o brilho dos meus.
Em meio a tantos abraços, um único provoca calor.
Nos tantos sorrisos, o nosso é timido, delicado.
A fidelidade de um querer por completo, está além palavras...
mora no espaço do inexplicável cheio de esperança.


Margareth N.                                                                                  
                               
                                                                                      






Tenho servido a vários propósitos: preencher vazios, confortar almas tristonhas... e quem sabe até, ser figura de provocação de emoção. Em cada uma dessas intervenções, deixei pedacinhos de meu eu caleidoscópio...pedacinhos sim, porém inteiros. Talvez seja apenas impressões... Mas como sou poema, tudo me gruda, tudo me causa. Serei por ora, poema de "vento"...buscarei cada folha perdida e entregarei aos pés da cepa. Minha videira continua firme/ forte pois é plantada em terra profunda tendo a sua volta um rio de água pura. 


Margareth N.