domingo, 7 de setembro de 2014

Mas hoje é domingo

Mas hoje é domingo

Que danado esse tempo...escorre feito água
 As vezes calmo e constante, noutras, furioso em fome de pressa.
Nos come por dentro, mais ainda q do lado de fora.
Em todo tempo o tempo deixa  sulcos q o próprio tempo cicatriza.
Cantamos o tempo em tantos tempos...
O passado projetou nosso futuro e esse futuro é o presente q acabou de passar.Caracas, afinal onde você mora tempo?
 Moro do lado, nos entre tantos, nos desconhecidos, no q se anseia, no q ampara e desampara. Mora na fé e na falta dela. Além do mais,
  moro onde quiser e na hora q bem entender! Sou o dono do tempo em todo tempo! Horas!!
Te tenho uma pergunta: porque me escolheu feminina? já q foi você tempo, q parou o tempo na minha fecundação.
(...)
Ah, como te acho arrogante...se te pegar quem vai te comer sou eu, como todinho, quem sabe fico eterna. Mas,
no entanto, sei q é de tempo q  irei morrer .
Claro, posso te dar enganadinha...tomar um remedinho  e ficar mais um tempo te comendo, tempo!
(te vejo rir)
Que cara será tem o tempo? A cara q  te dou? confesso achar q as vezes te acho é cara de pau.
(riu de novo)
Será mesmo q sou sua escrava?
Não seria você tempo, à trabalhar por mim?

Vou parando por aqui, porque o tempo me chama na cozinha...
E é nessa simples percepção q posso compreender algo q o tempo me sopra
aos ouvidos:
 Que vivamos sem tempos mortos.

Margareth Navarro

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