domingo, 4 de março de 2012


Imagem de despedida do japão...

Agora, tenho em mim novas impressões.

Podemos ler em livros, ouvir de outros...porém, é provando o gosto é sentindo o cheiro, é olhando de perto que as marcas dessas novas impressões em nós, fica mais próximo  do que podemos chamar de "verdades".
Somos todos irmãos dividindo um mesmo planeta, usufruindo de coisas parecidas e pela cultura a forma como isso acontece, se torna tão diferente.

Vi a mãe japonesa repreender o filho pequeno que chorava (aparentemente) por manha. Ela fez isso falando ao ouvido do filho em tom muito baixo e cobrindo a boca para que a conversa ficasse apenas entre os dois. Sim, a criança engoliu o choro e se acalmou. Pensei que no futuro provavelmente ele usará a mesma receita para tratar com seus filhos em público e achei isso "interessante".

Várias vezes andei com minha filha por ruas movimentadas  na grande cidade  de
Nagoya e por várias vezes quase fui atropelada por pessoas que andavam de bicicleta nas calçadas. Não posso afirmar, mas aparentemente a maioria delas eram pessoas de idade avançada. Aqui, em sua maioria, idosos são ágeis e tem pernas fortes. Estão por toda a parte: fazendo compras sozinhas nos mercados, andando com seus cachorros nas madrugadas frias (com lanternas nas mãos), ficam em pé no trem sem se segurar, e não gostam quando lhe oferecemos nosso lugar no assento. Parecem se sentir ofendidos!
Idosos bem alimentados,independentes e ágeis... ah, isso me pareceu espetacular!

Algo que chama atenção por aqui também, é a limpeza. Em especial, nas ruas onde quem caminha por elas são em sua maioria os próprios japoneses...
Em ruas onde se encontram fabricas que usam a mão de obra de brasileiros e alguns outros estrangeiros, me deparei com placas pelo caminho onde estava desenhado "flores" derramando lágrimas. Alguns moradores (japoneses) se reúnem de quando em quando, para recolher o lixo jogado nessas ruas. Não sei porque, mas isso não me surpreendeu e sim, me causou grande incomodo!

Ah, não posso me esquecer de falar do silencio presente em vários locais. Nos trens, o que se escuta é o barulho que o trem provoca. No mais, pessoas com olhos fechados aproveitando o balanço para descansarem até  chegar ao destino. Essa capacidade de relaxamento que se permitem e permitem ao outro, me pareceu muito interessante!

Poderia ficar aqui escrevendo muitas outras boas e outras nem tanto, impressões. Mas finalmente, falarei de uma das melhores impressões que me ficou na memoria: O olhar de um de três cãezinhos (Corgi) que passeavam com seu dono que apressado e sério fazia-os marchar em fila. De vez em quando, um deles  virando a cabecinha para trás, me lançava um olhar cheio de curiosidade e afeto, parecendo querer retribuir os beijos que eu lhes mandava.

Agora, preciso terminar de arrumar as malas e saborear as impressões das últimas horas na presença da minha filha que fica.
Essas, terei que contar depois.

Margareth  Navarro

Nenhum comentário:

Postar um comentário